22 maio 2011

Grécia Antiga

Escola de Referência em Ensino Médio de Garanhuns.
Disciplina: HISTÓRIA – Professora Josefa Libório – 1º ano 2011.
Grécia Antiga - Resumo
Atualmente, a historiografia compreende dois modelos distintos de organização social: o modelo ocidental e o modelo oriental. O modelo que nós vivenciamos é o chamado ocidental, essa divisão não geográfica serve para caracterizar duas formas de se entender os seres humanos. Tal modelo, tem seu inicio entre os anos 3 mil e 2 mil antes de cristo,na região,hoje conhecida como península balcânica.
Essa região passa a receber a entrada de dezenas de povos oriundos das regiões orientais como Aqueus Jônios e Dóricos que iniciam um processo de assentamento naquela região formando clãs. Para entender a história da Grécia antiga, é necessário estabelecer uma relação de tempo e espaço entre os registros e os acontecimentos. Época de desenvolvimento cretense e minóica. O homem grego como conhecemos.
Período pré-homérico. (1900-1100 a. C)
Época do desenvolvimento cretense e minóica. O homem grego como conhecemos ainda não havia surgido.
Período homérico (1100-700 a. C)
A história desse período é baseada a partir dos escritos do poeta grego Homero, com destaque para as obras; Ilíada e Odisséia.
Período de obscuridade (1150-800 a.C.)

Um período perdido na história pela falta da utilização da escrita. Anteriormente, o alfabeto grego foi escrito mediante um silabário utilizado em Creta e zonas da Grécia continental como Micenas ou Pilos entre os séculos XVI a.C. e XII a.C. e conhecido como linear B. O Grego que reproduz parece uma versão primitiva dos dialetos Arcado-cipriota e Jónico-ático, dos quais provavelmente é antepassado, e é conhecido habitualmente como Micênico. Crê-se que o alfabeto grego deriva duma variante do semítico, introduzido na Grécia por mercadores fenícios. 
Período arcaico (800-500 a.C.)
Surge o conceito de Polis grega, juntamente com a criação do alfabeto fonético grego e o desenvolvimento urbano e econômico. 
Período clássico (500-338 a.C.)
Ápice do Império Grego, destacando-se as cidades estados de Esparta e Atenas. Período marcado por dezenas de guerras internas (Guerra do Peloponeso) e externas (guerras médicas).  
Período helenístico (338-146 a.C.)  
Período de grande expansão por parte da Macedônia fazendo a fusão da cultura grega com outras culturas orientais.

Tanto em Atenas quanto em Esparta, existiam algumas peculiaridades referentes aos seus modelos políticos que vigoraram e inúmeras ocasiões, são eles:
Tirania: Diferente do conceito atual, a tirania caracterizava-se pela tomada do poder por parte de um individuo nobre que idealizava leis e projetos em beneficio dos mais pobres (divisão igualitária da terra, perdão de divida...)
Democracia: Semelhante ao ideal que utilizamos hoje em dia, a democracia, fortemente difundida no mundo grego, valorizava a importância das assembléias nas tomadas de decisões políticas onde os membros eram sorteados ou escolhidos.
Aristocracia ou oligarquia: Nesse modelo político, o cargo de magistrado era de caráter hereditário e predominava a decisão dos conselhos.

Principais cidades-estados gregas

Atenas
Principal cidade-estado grega baseava a sua economia na agricultura e na pecuária. Fundada pelos Jônios, Atenas é o berço da filosofia e da democracia, encabeçando a liga das cidades democráticas (liga de Delos), a estrutura política de Atenas era composta por uma assembléia popular chamada Eclésia, um conselho de 500 membros chamado Bulé e contava com mais 10 magistrados, já em relação à divisão da sociedade, a realidade ateniense comportava-se da seguinte forma: Cidadãos, aqueles nascidos dentro dos muros de Atenas e que detinham todos os poderes políticos da sociedade. Metecos que eram os estrangeiros que viviam em Atenas, porém não tinham direitos, geralmente dedicavam-se a atividades comercias e os escravos que compunham a maior parte da população ateniense sendo a mão de obra dominante na época.
Esparta
A grande característica do modelo espartano, diz respeito a sua educação; desde cedo, os meninos já eram treinados e educados com um único propósito; servir Esparta. Essa cidade estado, tem grande destaque em relação ao seu caráter militar, quando a criança completava sete anos de idade, a responsabilidade de orientá-lo não cabia mais aos seus pais e sim ao estado espartano que recorria a inúmeros meios de conscientizá-los de sua responsabilidade para com a manutenção da ordem dentro da sociedade que era dividida em cidadãos de primeira classe (os Esparciatas),os cidadãos de segunda classe (os Periecos) e os cidadãos de terceira classe (os Hilotas).A organização política se dava da seguinte forma: Uma dupla monarquia hereditária, somada a uma assembléia popular chamada Apela, mais um conselho de 30 membros chamado (Gerúsia) e outros 5 magistrados.
Legado grego: Artes, literatura e filosofia.
Sem dúvida as contribuições que o mundo grego fez ao conceito de sociedade ocidental são inúmeras, dentre elas destacam-se as artes, que detém grandes expoentes em obras arquitetônicas como o panteão grego, por exemplo, e as manifestações religiosas que foram registradas em vasilhames e vitrais.
Quando falamos em Grécia, a primeira coisa que vem a nossa cabeça são os filósofos, sem dúvida se existe uma classe que represente muito bem a realidade política da época e seus ideais são os grandes representantes das correntes filosóficas que surgiram naquela época. A filosofia grega pode ser compreendida em três aspectos e épocas distintas:
Pré-Socrático:
Caracterizado como o período de explicação do surgimento das coisas, a filosofia nessa época preocupa-se com a necessidade de explicar a concepção material de todas as coisas, Tales de Mileto, Heráclito destacam-se como os principais pensadores dessa época. 
Socrático:
Nesse período, a busca do conhecimento deixa de ser o mundo metafísico e passa a ser o homem em si, na sua essência. É nessa época que surgem, no cenário intelectual da época, três grandes filósofos que marcariam para sempre a história do mundo ocidental; Sócrates, Platão e Aristóteles.
Helenístico: É nesse período que começa tomar forma o que hoje entendemos como ideal cristão. Por volta do século III até meados do século II antes de cristo, o homem passava a compreender e valorizar mais as soluções individuais do que as coletivas. Os maiores defensores dessa corrente são Marcos Aurélio, Séneca e Epíteto. 
Jogos olímpicos.
Por volta do ano 776 antes de Cristo, começa na Grécia antiga, um culto ao corpo dos soldados, não bastava somente o soldado grego ser um excelente guerreiro, também era necessário ter uma expressiva beleza e um belíssimo corpo. Como forma de aumentar a qualidade dos soldados, eles criavam, entre eles, competições que eram relacionadas às atividades que desenvolviam em campo de batalha. Segundo a tradição grega, cada estágio da vida humana tinha a sua própria beleza característica, porém a juventude era tida como a expressão dessa beleza. O mundo grego, sempre esteve em busca da perfeição, isso incluía tanto o desenvolvimento do intelecto como o físico.
A sociedade grega era unificada em relação à língua e a unidade cultural, porém, no que diz respeito à política, não existia uma unidade ideológica, já que a Grécia estava divida em mais de 100 cidades-estados que eram administradas de forma distinta, porém, ficou estabelecido que a cada 4 anos, todas as cidades estados deixariam suas divergências de lado e se uniriam em nome dos deuses, expressando na boa forma física o modelo de perfeição grega. Após sua prática ser banida no século IV, o Barão de Coubertin, francês, que era um grande estudioso e admirador dos gregos antigos, convocou uma reunião em 1894 com os governantes de nove países reintegrando a prática dos jogos olímpicos até os dias de hoje.

Um comentário:

Anônimo disse...

nossa tudo q eu preciso pra fazer meu trabalho de historia